Hábitos alimentares na atualidade

Hábitos alimentares na atualidade

No dia 16 de outubro, o mundo sempre celebra o Dia da Alimentação. Na Fiocruz Brasília, a data foi marcada por uma série de seminários com o tema “Hábitos Alimentares na Atualidade: gosto, corporalidades e obesidade”, promovido pela Escola Fiocruz de Governo (EFG) e Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares (OBHA).  De segunda a sexta-feira, a programação contou com cinco diferentes palestras que apresentaram assuntos contemporâneos da nutrição, com foco na relação desta ciência com as ciências sociais para se compreender a situação de saúde das pessoas. A pesquisa qualitativa em alimentação e cultura, as biografias alimentares como estratégia de estudos e pesquisas sobre obesidade, a relação da mulher negra com o seu corpo, o gosto, a insegurança alimentar e o excesso de peso nortearam as reflexões, com participação de 175 pesquisadores, estudantes e interessados no tema.

De acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde, publicado ano passado, há uma epidemia de obesidade no mundo, com mais de 1,9 bilhão de pessoas com sobrepeso e 650 milhões de obesos. A obesidade é determinada por múltiplos fatores como as condições sócio-econômicas, ambientais e culturais que acarretam na desigualdade no acesso aos alimentos saudáveis. Isso influencia na qualidade de vida das pessoas. Pesquisas já comprovaram, por exemplo que a insegurança alimentar na gestação e infância, podem gerar mais estresse, ansiedade e depressão nas mães e consequentemente uma dependência de dietas hipercalóricas nos filhos. Esse adulto obeso pode ser reflexo de uma infância com insegurança alimentar.

De acordo com a pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas, Ana Maria Cegal, que participou do encerramento dos seminários, na sexta-feira, 20/10, uma sociedade com insegurança alimentar é uma sociedade doente. “Há hoje a promoção de hábitos alimentares obesogênicos, com propaganda de ultraprocessados, que são mais baratos e carregam um status de artigo de luxo para as populações mais pobres. Quanto menor a renda, maior a insegurança alimentar, pois em qualquer situação de desequilíbrio econômico daquela família, há um efeito direto na alimentação, com substituições, ausência de refeições”, afirmou.

As pautas para pesquisa nessa área são extensas, e vão desde a observação dos hábitos alimentares e insegurança alimentar, tendências, influências do ambiente, pressão comercial, alimentação e ciclo de vida, determinantes e consequências da insegurança alimentar em populações tradicionais, insegurança alimentar e condições psico-sociais ou por períodos intermitentes.

A pesquisadora do Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura (Palin) da Fiocruz Brasília Bruna de Oliveira, afirma que é preciso olhar para as pessoas como sujeitos portadores de histórias de vida que são a base social para a saúde e a doença, sem restringir o olhar para as dimensões biológicas de uma pessoa. “A pandemia de obesidade não é explicada apenas pelo excesso de ingestão alimentar, há diferentes origens individuais e coletivas para o desenvolvimento de doenças crônicas como a obesidade e as políticas públicas de saúde precisam considerar isso” disse.

Os seminários são parte de uma disciplina do Mestrado Profissional em Políticas Públicas de Saúde, mas este ano foi aberto para inscrição também de interessados no tema. A coordenadora do OBHA e do Palin, Denise de Oliveira e Silva , afirma que os seminários superaram as expectativas e são um estímulo para repetir a iniciativa, com novos temas, no próximo ano. “ Não quisemos trazer respostas, mas questões para fomentar o debate e abrir novas possibilidades de estudo e pesquisa, pois a ciência da nutrição tem várias novas fronteiras que precisam ser exploradas, para além só dos dados epidemiológicos”, afirmou.

Todas as apresentações foram gravadas em vídeo e estarão disponíveis em novembro no site do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares, que no próximo mês vai fazer um ano de presença online neste link www.obha.fiocruz.br.

*Fotos: Ségio Velho Junior

Matéria escrita pela jornalista Mariella no site da Fiocruz Brasília no dia 23/10/2017.

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Pobres têm hábitos alimentares?

Pobres têm hábitos alimentares?

O projeto Alimentos para Todos, elaborado pela prefeitura de São Paulo, a partir da sanção da Lei 16.704/2017 intitulada Política Municipal de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos tem dado o que falar. Pesquisadoras/es, professoras/es, nutricionistas e pessoas implicadas nas temáticas de alimentação, nutrição e direitos humanos tem se manifestado sobre o assunto afirmando o retrocesso que essa iniciativa representa nas lutas de combate à fome e desenvolvimento social.

Em Milão, na Itália, o prefeito defende o projeto e menciona que as pessoas contrárias a essa ação se colocam como tal por falta de conhecimento. Também, como lembrado pela vereadora paulistana Sâmia Bonfim há um episódio do programa Aprendiz com João Dória em que ele questiona um dos participantes do reality show se pobre tem hábitos alimentares. O prefeito tenta minimizar a repercussão do vídeo dizendo que é uma fala tirada de seu contexto.

Veja aqui o momento exato do episódio:

 

Eu fui atrás do programa na íntegra, você pode vê-lo aqui. Após assistir o episódio é possível perceber que, não somente o contexto de sua fala é o mesmo: trabalhar com pessoas em situação de rua e/ou em condições vulneráveis socioeconômicas; como sua ação em relação a essa situação não se modificou. Tanto os questionamentos se pessoas pobres possuem hábitos alimentares, quanto a defesa de um programa como o Alimentos para Todos revelam o distanciamento do João e seus apoiadores do que significa hábitos alimentares e todas as conquistas alcançadas pelos movimentos sociais ligados às questões do direito humano à alimentação adequada.

Se o Dória estivesse perguntando para mim: “Bruna, você acha que pobres têm hábitos alimentares?”, prontamente eu responderia: “SIIIIIIIIIIIIIIIIIIM!”.

Primeiro, porque não podemos confundir hábitos com situação que ocorre com frequência ou rotina. Eu sei, parece que estamos falando da mesma coisa, mas não estamos. Genericamente, existe essa compreensão de que um hábito é uma coisa que acontece na nossa rotina e é uma coisa que acontece com frequência. Logo, se eu sou pobre, moro na rua e não tenho acesso a alimentos eu não tenho hábitos alimentares. Isso é um raciocínio lógico, porém incoerente e insuficiente para pensar as questões de justiça social e políticas públicas.

Pensar em hábitos vai para além de pensar frequência. Pierre Bourdieu foi um sociólogo francês que estudou a fundo sobre o conceito de habitus (sim, é com u mesmo). O que é e/ou como se forma um hábito? Para o autor, habitus é o que vincula uma pessoa ao espaço social que ela integra. Habitus é um elo entre uma estrutura estruturada e uma estrutura estruturante. Eu não vou aqui entrar em explicações muito profundas sobre isso porque não sou socióloga, sou uma nutricionista interessada em olhar para a sociedade com lentes que apoiem minhas compreensões. Se escrevo sobre essas aprendizagens e formas pessoais de entender a vida e situações como essa da ração humana é porque acredito que podemos conversar e entender as relações sociais de uma forma fraterna e leve, uma conversa.

Assim, para entender o conceito de habitus precisamos nos aproximar de mais dois conceitos: estrutura estruturada e estrutura estruturante. Bourdieu apresenta como estrutura estruturada as convenções, crenças, regras, dogmas e todo um sistema de comportamento que moldam a sociedade desde antes do nosso nascimento. Nós já nascemos em relações sociais pré estabelecidas. Escolas, faculdades, quartéis, igrejas, organizações sociais, empresas, academias… tudo isso pode ser considerado como estruturas estruturadas.

Uma estrutura estruturante seríamos nós enquanto integrantes destas estruturas sociais que para nos sentirmos pertencente a um lugar reproduzimos, fortalecemos e dessa modo que seguimos consolidando essas estruturas. Dessa forma, quando a gente fala de hábitos alimentares estamos falando das práticas que integram a alimentação de grupamentos humanos. Estamos falando de fluxos que vão da produção ao desperdício, da terra ao prato e, posteriormente, ao lixo. Refletir sobre hábitos alimentares a luz desse autor nos permite ampliar nosso olhar para as estruturas sociais que dão base para construção desses hábitos alimentares.

Não existe pessoa dentro de uma sociedade que não possua hábitos alimentares, nós possuímos hábitos alimentares e estamos inseridos na sociedade de diversas formas. Podemos estar inseridos na média da população, podemos estar num lugar de privilégio, podemos estar inseridos à margem do que é socialmente aceito, do que é medianamente vivido. Todos e todas estamos inseridos/as dentro de sociedade que diferencia os hábitos alimentares conforme o lugar que ocupamos nela.

O conceito de Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) é muito importante ser trazido nessa conversa. O DHAA é um dos consensos internacionais registrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, entre eles está a alimentação como um direito fundamental para a manutenção da vida humana. Eles são universais, indivisíveis, interdependentes e interrelacionados.

Eu entendo que pobres ou pessoas que estão inseridas na sociedade de uma maneira marginalizada possuem hábitos alimentares, não possuem a garantia do DHAA (e outros também…), eles e elas não possuem o acesso aos alimentos. Isso não significa que uma pessoa em situação de rua não nasceu numa família e que essa família não traz em si uma bagagem cultural, um acúmulo vivencial que dá tom e forma para seus hábitos alimentares.

Dizer que pobres não têm hábitos alimentares é negligenciar o DHAA, é negligenciar que existe sim pessoas que não tem acesso ao um alimento em quantidade e qualidade suficiente, garantia prevista para que ela exerça o seu direito fundamental de vida. Falar de DHAA é falar do direito à vida e de ter dignidade para viver. Todos nós precisamos de alimentos que sejam suficientes para garantir a nossa vida. Pessoas pobres, pessoas com pouco acesso a dinheiro para comprar ou a terra para produzir são pessoas que tem o seu direito à alimentação violado, um direito – como eu já disse – fundamental.

Considerando mais um elemento “equivocado” do projeto que apresenta como “solução para a erradicação da fome” a profusão de um alimento ultraprocessado à população. Concordo com o emprego da expressão ração humana, não só pelo aspecto, mas pela própria natureza desse produto que é destituído de identidade, de acúmulos culturais e construções sociais populares. Todos e todas nós temos heranças socioculturais, todos e todas temos histórias alimentares. Esse projeto se coloca como um mecanismo que destitui de um ser humano parte do que o constitui simplesmente pelo seu não acesso a recursos materiais para comer, vestir e morar.

Essa iniciativa de alimentos para todos é infundada e fracassada desde sua gênese por não considerar as dimensões culturais e simbólicas que todo o ser humano tem. Não somente por isso, mas porque coloca em xeque o que que entendemos por alimentos: eu entendo por alimento uma cápsula? Um suplemento alimentar? Eu restrinjo o alimento a uma massa de nutrientes para dar conta da minha manutenção energética, manutenção fisiológica? Ou eu penso no alimento como base estruturante das nossas histórias, vivências e das nossas culturas sociais?

Respeitar o outro na sua singularidade é não aceitar a afirmação que pessoas pobres não têm hábitos alimentares, é não aceitar que em função de uma vulnerabilidade socioeconômica as pessoas precisam estar agradecidas ou aceitarem qualquer tipo de alimento. Pensar nisso é importantíssimo, pra vida, e especialmente gestores/as públicos/as que executam políticas públicas. É fundamental existir uma gestão pública que perceba as múltiplas dimensões que formam as esculturas sociais de um município, estado ou país. Como os governos se relacionam com as cidadãs e cidadãos dos territórios brasileiros?

Para não acabar esse texto nem pessimista, nem tão reflexiva vou dizer para vocês que São Paulo PULSA de atividades que contribuem para a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada! Caberia a gestão municipal olhar para essas iniciativas e identificar como fortalecer os diferentes e numeroso projetos que trabalham com uma alimentação socialmente justa e ambientalmente saudável.

Pessoas de São Paulo são infinitamente mais qualificadas para indicar espaços para serem conhecidos, vou compartilhar alguns que conheço por amigos e que podem ser portas para todo mundo que quiser fortalecer as ações que já existem e contribuem para a segurança alimentar e nutricional da população paulistana. =)

Quebrada Sustentável: ponto de cultura socioambiental Educativo, trabalhando com Permacultura e Agroecologia, co-gerimos o Viveiro Escola União de Vila Nova, subprefeitura de São Miguel Paulista, extremo leste de São Paulo.

Cidades Comestíveis: projeto de cidade que visa estimular uma rede colaborativa de compartilhamento de recursos, conhecimentos e trabalho entre pessoas interessadas em cultivar hortas comunitárias e caseiras.

MUDA SP: movimento da sociedade civil, prefeitura de São Paulo e entidades sem fins lucrativos para incentivar a produção de alimentos sem agrotóxicos na metrópole; ocupar os espaços públicos e resgatar o contato com a natureza; difundir a alimentação saudável e sem desperdícios; devolvendo ao cidadão o direito de cultivar e preparar sua própria comida.

Referência base:

BOURDIEU, P. O Poder Simbólico. Lisboa, 1989. Disponível online.

Texto publicado no dia 21/10/2017 no site PorQueNão?

Bruna de Oliveira é nutricionista, bolsista de pesquisa no Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura – Palin da Fiocruz Brasília, mestranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural na Faculdade de Planaltina – Universidade de Brasília. Integrante do GT de Agricultura Urbana em Brasília/DF. Trabalha com Plantas Alimentícias Não Convencionais no projeto ReFazenda.

OBHA na comemoração do Dia Mundial da Alimentação promovida pela Embrapa Hortaliças em Brasília

OBHA na comemoração do Dia Mundial da Alimentação promovida pela Embrapa Hortaliças em Brasília

Danielle Cabrini-Mattos

Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, a Embrapa Hortaliças realizou hoje uma série de lançamentos com o objetivo de estimular o consumo e reduzir o desperdício de hortaliças no Brasil. O evento aconteceu na manhã do dia 16 de outubro, no auditório da Sede da CNA em Brasília/DF e contou com a participação de pesquisadores da área e de representantes da FAO, da CONAB, da Embrapa, da CNA e de outras instituições.

Foi lançada a campanha “Hortaliça não é só salada”, um programa de incentivo ao consumo e redução de desperdício de hortaliças, desenvolvido pela Embrapa Hortaliças a partir das pesquisas e projetos conduzidos pela pesquisadora Milza Moreira Lana. As estratégias incluem a produção de materiais educativos que estimulem a inclusão de hortaliças na alimentação dos brasileiros, a publicação do livro digital “50 hortaliças” e o site “Hortaliças na Web – estímulo ao consumo de hortaliças”. Segundo Milza, a campanha é uma importante ferramenta que pode contribuir no desafio de aumentar o consumo de hortaliças no país. Para ela, a iniciativa é uma maneira eficaz de superar obstáculos potenciais para a adoção das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde. Segundo dados do VIGITEL, em 2016, apenas 1 em cada 3 brasileiros adultos consumiam frutas e hortaliças em 5 dias da semana ou mais. A recomendação do consumo desses alimentos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 400g/dia.

No evento, aconteceu também o lançamento do livro “Sustentabilidade e horticultura no Brasil: da retórica à prática”, dos editores Carlos Alberto Lopes e Maria Thereza Macedo Pedroso. É uma coletânea de 20 artigos escritos por 15 autores e compõe a série de publicações Textos para Discussão da Embrapa. O livro enfoca a sustentabilidade na cultura de hortaliças como pilar no uso racional e consciente dos recursos naturais e na redução do uso de insumos (especialmente químicos). Os autores percorrem um caminho de reflexão científica plural sobre as práticas de agricultura sustentável e os desafios a serem vencidos “para permitir a transposição entre um desejo inicial, ainda retórico, e uma resultado final, concreto e viável, de um modo sustentável de funcionamento, inclusive, economicamente”. A publicação está disponível em formato impresso (ISSN 1677-5473) e em formato digital.

Considerar a complexidade e a pluralidade relacionadas aos sistemas alimentares atuais, bem como os múltiplos determinantes das práticas alimentares, valorizando a produção local de alimentos, apoiando as comunidades dos produtores e levando em conta as dimensões culturais e sociais dos hábitos alimentares da população são aspectos candentes e necessários no desenvolvimento de estratégias para a promoção e a realização do direito humano à alimentação adequada.

 

Em 2017, o tema proposto para o Dia Mundial da Alimentação pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) é “Mude o futuro da migração. Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural.” Gustavo Chianca, representante da FAO, destacou durante o evento que, após 10 anos sucessivos de redução da fome no mundo, o último relatório apresentou aumento desta condição entre os países, sobretudo aqueles que estão sob situação de conflitos ou de extremos climáticos, principais razões das migrações forçadas no mundo atualmente, contribuindo para o agravamento da situação de insegurança alimentar e nutricional.
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Aprenda a comer brincando | Ação do OBHA em Restaurantes Comunitários no DF

Aprenda a comer brincando | Ação do OBHA em Restaurantes Comunitários no DF

Aprenda a comer brincando é a atividade que será realizada pelo OBHA em 4 Restaurantes Comunitários no Distrito Federal na programação do projeto Coma Bem, Viva Bem a partir de amanhã, dia 11 de outubro.

O projeto Coma Bem, Viva Bem é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos – SEDESTMIDH e integra a Política de Segurança Alimentar e Nutricional do Distrito Federal. Tem o objetivo de promover espaços de sensibilização acerca do direito humano à alimentação adequada.

Esta é a segunda edição do Coma Bem Viva Bem, e serão realizaremos  atividades de relacionadas à produção e ao consumo de alimentos saudáveis, educação alimentar e nutricional, buscando a integração e a transversalidade das políticas relacionadas ao tema junto à comunidade do DF.

Entre as atividades, acontecerá o “Desafio da Chef Bela Gil”, apresentadora do programa de tevê Bela Cozinha, transmitido pelo canal GNT. No dia 11, o restaurante da Estrutural terá que oferecer um prato criado pela chef com “feijão com arroz, abóbora ao forno, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta”. Tudo tem que ser muito saboroso, pois o público vai avaliar e ser o “jurado do sabor”.

A oficina “Aprenda a Comer Brincando”, objetiva oportunizar um espaço de reflexão com as/os participantes sobre nossas escolhas alimentares. Por meio de uma simulação de um buffet de restaurante, as crianças escolherão alimentos de brinquedo e após, em grupo, vão conversar sobre como e porque escolhemos o vai para os nossos partos no dia a dia da vida.

Conheça o site da campanha: http://www.comabemvivabem.com.br/

Programação: Coma Bem, Viva Bem

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DA ESTRUTURAL

Data: quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Oficina – Aprenda a comer brincando com a Fiocruz: self service educativo para crianças.

Oficina – Caminhos do alimento: distribuição de mudas de plantas comestíveis, demonstrações sobre plantio de sementes e orientações sobre adubação e cultivo.

Feira agroecológica: venda de produtos a preços sociais.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: ingestão de água.

Mala do Livro: cantinho de leitura.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DO GAMA

Data: quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: alimentos industrializados: sódio, gordura e açúcar.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DE SOBRADINHO

Data: quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio de Chef: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: direito humano à alimentação saudável.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DE SÃO SEBASTIÃO

Data: segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Oficina – Aprenda a comer brincando com a Fiocruz: self service educativo para crianças.

Oficina – Caminhos do alimento: distribuição de mudas de plantas comestíveis, demonstrações sobre plantio de sementes e orientações sobre adubação e cultivo.

Feira agroecológica: venda de produtos a preços sociais.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: orientação sobre o prato saudável.

Mala do Livro: cantinho de leitura.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO SOL NASCENTE

Data: segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta..

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: orientação nutricional para evitar hipertensão e diabetes (10h30)

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DE CEILÂNDIA

Data: terça-feira, 17 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Oficina – Aprenda a comer brincando com a Fiocruz: self service educativo para crianças.

Oficina – Caminhos do alimento: distribuição de mudas de plantas comestíveis, demonstrações sobre plantio de sementes e orientações sobre adubação e cultivo.

Feira agroecológica: venda de produtos a preços sociais.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: alimentos industrializados, sódio gordura e açúcar.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DO RECANTO DAS EMAS

Data: terça-feira, 17 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: direito humano à alimentação saudável.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DE RIACHO FUNDO II

Data: quinta-feira, 18 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Oficina – Aprenda a comer brincando com a Fiocruz: self service educativo para crianças.

Oficina – Caminhos do alimento: distribuição de mudas de plantas comestíveis, demonstrações sobre plantio de sementes e orientações sobre adubação e cultivo.

Feira agroecológica: venda de produtos a preços sociais.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: importância dos alimentos funcionais.

Mala do Livro: cantinho de leitura.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DE SAMAMBAIA

Data: quinta-feira, 18 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: importância dos alimentos funcionais.

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DE PLANALTINA

Data: quinta-feira, 18 de outubro de 2017

Horário: das 11h às 14h

Desafio da Chef Bela Gil: a equipe do restaurante apresentará cardápio especial sugerido pela chef de cozinha Bela Gil e o público se transformará em jurado do sabor. Prato do dia: feijão com arroz, puré de abóbora, farofa com castanha, almôndega, doce de banana e suco de fruta.

Dicas – Tratando o tema Educação Alimentar e Nutricional: alimentos industrializados, sódio gordura e açúcar.

Na sessão + água no feijão compartilhamos notícias, conteúdos, eventos e outras matérias produzidas por entidades, organizações e/ou pessoas pertinentes às temáticas trabalhadas no OBHA.

Dia de feira! Mas onde ir? Conheça o Mapa das feiras orgânicas!

Dia de feira! Mas onde ir? Conheça o Mapa das feiras orgânicas!

Todo mundo em algum momento da vida já andou por um corredor de barraquinhas listradas recheadas com folhas verdes, frutos coloridos, aquele cheiro agradável de temperos frescos… e o tumulto gostoso de gente circulando com sacolas conversando alto sobre o preço do quilo da batata ou tempero verde. É, estamos falando das feiras de comercialização de alimentos que estão espalhadas pelos bairros brasileiros.

Entre as muitas feiras existentes, há aquelas cuja a produção de alimentos tem origem em práticas que fazem bem para o corpo e o planeta. A produção orgânicas e/ou agroecológica é uma forma de acessar alimentos de qualidade e seguros do ponto de vista social e ambiental.

Muitas vezes, queremos consumir alimentos orgânicos mas não sabemos onde podemos os encontrar. Foi pensando nisso, assim como, buscando encurtar o espaço entre produtores/as e consumidores/as que o Instituto de Defesa do Consumidor – IDEC – idealizo, juntamente com parceiros, o Mapa de Feiras Orgânica.

O instrumento foi desenvolvido pela Cooperativa EITA – Educação, Informação e Tecnologia para Autogestão, em 2012 e, neste ano, recebeu uma atualização em suas funcionalidades. Além da localização das feiras orgânicas e agroecológicas, dos grupos de consumo responsável e dos comércios parceiros de orgânicos, agora, os/as usuários/as da plataforma podem acessar receitas e publicações nas temáticas de agroecologia, produção orgânica e alimentação saudável.

Site Mapa de Feiras Orgânicas

Não deixe de acessar o site e ficar por dentro dos espaços que estão perto de você promovendo saúde por meio da produção sustentável de alimentos.

Veja aqui: https://feirasorganicas.org.br/

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