Evento da CODEPLAN divulga relatório da II Pesquisa de Identificação e percepção Social dos Usuários dos 14 Restaurantes Comunitários do Distrito Federal.

Evento da CODEPLAN divulga relatório da II Pesquisa de Identificação e percepção Social dos Usuários dos 14 Restaurantes Comunitários do Distrito Federal.

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (CODEPLAN) promoveu no dia 26 de junho um evento para apresentar os resultados da 2ª pesquisa de satisfação que ouviu 7.264 usuários de Restaurantes Comunitários (RCs) do Distrito Federal.

A pesquisa foi realizada em parceria a Secretária de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTHMID) com o intuito de identificar a percepção social dos usuários dos 14 RCs do Distrito Federal.

A mesa de abertura do evento contou com a participação do Presidente da Codeplan, Lúcio Reno, do Subsecretário João Roberto Oliveira de Souza representando a Sedesthmid e das coordenadoras da pesquisa Rebeca Carmo Carvalho e a Diretora de Estudos e Políticas Sociais da Codeplan Ana Maria Nogales. Os dados da pesquisa descritiva e transversal foram coletados no período de maio a junho de 2017 e o relatório com os resultados foi divulgado e debatido em uma mesa composta pelas coordenadoras da pesquisa citadas acima e por convidados especialistas dentre eles a professora da UNB e pesquisadora do OBHA Danielle Cabrine, a Kátia Cruz Godoy da CGAN.

Acesse o relatório e entenda melhor a importância dos RCs enquanto equipamentos públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, espaços potenciais para preservação de hábitos alimentares brasileiros e para realização de ações promotoras da saúde e troca de saberes.

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Fiscalização e controle de agrotóxicos é defendida por pesquisadora da Fiocruz em audiência na Câmara dos Deputados

Fiscalização e controle de agrotóxicos é defendida por pesquisadora da Fiocruz em audiência na Câmara dos Deputados

A construção de um sistema de fiscalização e controle de agrotóxicos foi defendida ontem (26/06) pela vice-diretora da Fiocruz Brasília, Denise Oliveira, durante audiência pública da Comissão especial que analisa a proposta de criação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA). O projeto de lei 6670/2016 propõe a redução progressiva de agrotóxicos, o desenvolvimento de alternativas biológicas e naturais de defensivos agrícolas e o controle desses produtos.

A audiência reuniu seis mulheres pesquisadoras que apresentaram dados relativos ao impacto do uso de agrotóxicos no meio ambiente e na saúde. O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), presidente da Comissão, referiu que a recente aprovação do “pacote do veneno” em comissão na Câmara demonstrou um profundo desprezo pelo conhecimento científico produzido no Brasil e que “queremos por meio desse projeto de lei, mostrar que o País pode produzir alimento em grande quantidade sem precisar, para isso, envenenar a população brasileira”.

Denise Oliveira destacou a importância de um consenso metodológico para a estruturação do sistema de fiscalização e controle dos agrotóxicos. Observou que tal sistema deve monitorar todo o processo desde o registro até os impactos desses produtos nos trabalhadores e no meio ambiente. Marcia Sarpa, representante do Inca – Instituto Nacional do Câncer, corroborou esta argumentação destacando a necessidade de haver controle, monitoramento e responsabilização em toda a cadeia produtiva. Também defendeu a revisão periódica, a cada cinco anos, dos registros de pesticidas com exigência de apresentação de estudos atualizados e o fim da isenção fiscal para agrotóxicos. Hoje o registro do agrotóxico tem validade permanente.

A colocação no PNARA de mecanismos de denuncia unificados e simplificados, a exemplo de vídeos e fotos, e a previsão de medidas para os casos de contaminação coletivas foram defendidos por Naiara Andreoli, da ONG Terra de Direitos. Ela relatou uma série de casos de contaminação coletiva por agrotóxicos. Em março deste ano, uma borrifação aérea contaminou 350 famílias do Acampamento Helenira Rezende, localizado em Marabá, Pará –  disse Naiara ao destacar a necessidade de estabelecer zonas livres de agrotóxicos tais como as proximidades de áreas indígenas, de preservação ambiental, comunidades quilombolas e outras. Ela citou evento ocorrido em terras indígenas da comunidade de Pinhalzinho, no Paraná, que resultou no extermínio de abelhas Jataí. A comunidade sobrevivia da venda de produtos – mel, cera, etc. – que também eram utilizados para realização de cerimônias tradicionais.

Jacimara Guerra Machado, diretora de Qualidade Ambiental do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais destacou os riscos para a saúde e o meio ambiente decorrentes da aprovação da PL 6299 (lei do veneno) desde a perda significativa de biodiversidade até a falta de reparo/indenização para danos ambientais.  Graziela Costa Araujo, gerente-geral de Toxicologia da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária destacou a importância de os organismos públicos analisarem previamente os produtos químicos e de se estimular o desenvolvimento de formulações menos tóxicas. Citou que a Anvisa já registrou 98 produtos para uso na agricultura orgânica.

Larissa Bombardi, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo- USP, apresentou pesquisa denominada “Geografia do uso do Agrotóxico no Brasil e Conexões com a União Europeia”. Enquanto os países europeus usam entre 0 a 2 kg de agrotóxicos por hectare na agricultura, no Brasil a média é de 8,33 kg de veneno por hectare, podendo chegar a 19 kg em lugares como Mato Grosso. A pesquisadora informou que o Brasil consome 20% de todo o agrotóxico vendido no mundo e teve um aumento exponencial nos últimos 15 anos, aumentando em 135% o consumo de venenos na agricultura, e passando a 500 mil toneladas em 2014.

Matéria: ASCOM Fiocruz Brasília | Fotos: Gustavo Bezerra

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Seminário discute nova rotulagem nutricional de alimentos para o Brasil

Seminário discute nova rotulagem nutricional de alimentos para o Brasil

Encontro será realizado em diferentes capitais tem o objetivo de auxiliar na participação da Tomada Pública de Subsídios (TPS), aberto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA para Rotulagem Nutricional de Alimentos

Acontecerá amanhã, 27 de junho, às 10h no auditório interno da Fiocruz Brasília o Seminário: Nova Rotulagem Nutricional de Alimentos para o Brasil. O evento faz referência a Consulta Técnica aberta pela ANVISA no dia 21 de maio deste ano.

Após um longo processo de discussão sobre a necessidade de melhorias na rotulagem nutricional nas embalagens de alimentos processados e ultra processados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu a fase de Tomada Pública de Subsídios (TPS) para ouvir especialistas e população interessados no tema. A regulamentação da rotulagem nutricional frontal de advertência como estratégia de saúde pública para auxiliar consumidores a fazer escolhas mais saudáveis e conscientes vem sendo adotada ou discutida em diversos países.

Os membros da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável realizarão eventos em diferentes capitais nos próximos dias para reforçar a proposta enviada pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) à Anvisa em 2017, esclarecer dúvidas e orientar a participação na atual fase do processo. Os eventos acontecerão em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

O Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares – OBHA tem apoiado as ações da Aliança em difundir e fortalecer esse assunto para a sociedade brasileira. No dia 9 de maio foi realizado encontro, você pode conferir a live que foi transmitida pela nossa fanpage.

A Tomada Pública de Subsídios (TPS) é um mecanismo de consulta, aberto ao público, para coletar dados, informações ou evidências sobre o Relatório Preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR), a fim de auxiliar a tomada de decisão regulatória pela Anvisa.  As contribuições são coletadas em formulário eletrônico que apresenta perguntas a respeito das informações contidas no Relatório de AIR: problema regulatório que se pretende solucionar, opções regulatórias para o alcance dos objetivos pretendidos e identificação e comparação de seus impactos, bem como ações de implementação e monitoramento.

Seminário: Nova Rotulagem Nutricional de Alimentos para o Brasil

DATA: 27.06

HORÁRIO: 10h

LOCAL: Auditório Interno Fiocruz Brasília

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ONU envia carta ao governo brasileiro alertando contra o Pacote do Veneno

ONU envia carta ao governo brasileiro alertando contra o Pacote do Veneno

Segundo documento assinado por cinco relatores, o pacote fere o direito do povo brasileiro a um ambiente seguro, limpo, saudável e sustentável, à alimentação, à água segura e à saúde física e mental

Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – O Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou ontem (18) documento em que manifesta uma série de preocupações com a aprovação do substitutivo do relator Luiz Nishimori (PR-PR) para o Projeto de Lei (PL) 6.299/02 e outros 29 apensados, o Pacote do Veneno, que revoga a atual Lei dos Agrotóxicos.

Assinado por cinco relatores especiais, a carta endereçada à diplomata Maria Nazareth Farani Azevêdo, ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), adverte o governo brasileiro que as modificações propostas ao atual marco legal sobre agrotóxicos “enfraquecem significativamente os critérios para aprovação do uso de agrotóxicos, ameaçando uma série de direitos humanos”, como a um ambiente seguro, limpo, saudável e sustentável, à alimentação, à água segura, saneamento e à saúde física e mental.

Os signatários, entre eles o relator especial para o direito humano à água e ao saneamento, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Minas Gerais, o brasileiro Léo Heller, fazem diversas críticas. Entre elas, a possibilidade que o Pacote abre para a fabricação de agrotóxicos no Brasil, para fins de exportação, mesmo daquelas substâncias ainda sem registro no país, o que “gera considerável preocupação, já que os agrotóxicos podem ser exportados para países sem um sistema adequado de redução de riscos para agrotóxicos.”

Eles destacam ainda a isenção de impostos concedidas para esses produtos, o que para eles estimula o uso, e a falta de prioridade para projetos de redução de agrotóxicos. É o caso do PL 6.670/16, que cria a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara), que ficou engavetado por mais de um ano até entrar em tramitação no início de junho.

A carta do Alto Comissariado é um reforço de peso para as mais de 250 entidades, associações, conselhos e órgão públicos, inclusive ligados ao governo federal, que atuam nas áreas de saúde, meio ambiente e direitos humanos, que já se manifestaram publicamente contra o pacote.

E demonstra a visibilidade internacional alcançada pela proposta rejeitada pela sociedade, encaminhada de maneira autoritária, sem o devido debate e que interessa apenas à bancada ligada ao agronegócio. Em nome de uma suposta defesa da agricultura nacional, seus defensores, todos integrantes da bancada ruralista no Congresso, defendem na verdade os interesses das indústrias do setor.

Trator

O comando da Comissão Especial da Câmara que analisa o relatório, também ligado à bancada ruralista, demonstrou constrangimento na reunião ordinária realizada hoje quando deputados contrários, entre eles Alessandro Molon (PSB-RJ), Ivan Valente (Psol-SP), Nilto Tatto (PT-SP), Assis do Couto (PDT-PR), João Daniel (PT-SE) e Bohn Gass (PT-RS) mencionaram o relatório da ONU entre tantos outros a alertarem para o perigo.

A reunião teve início às 10 horas – menos de 24 horas após o relator Nishimori divulgar a nova versãodo seu substitutivo, em uma clara tentativa de dificultar manifestações contrárias da sociedade e a atuação dos deputados opositores.

O texto, que sofreu pouquíssimas alterações desde que foi retirado da pauta, em 16 de maio, devido a pressões, substitui o termo “defensivo fitossanitário” por “pesticida” e devolve à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a participação na análise de processos de registro. Pela versão anterior, os órgãos de Saúde e Meio Ambiente tinham seu papel reduzido à simples homologação, ficando a pasta da Agricultura com o controle total do processo.

A reunião foi suspensa às 15 horas, por causa do início da ordem do dia. Com cinco horas de duração, foi marcada por argumentos frágeis e insuficientes dos defensores do Pacote. Segundo eles, a agricultura precisa de agrotóxicos mais modernos e que quem é contra essa “modernidade” é contra o Brasil. Já os opositores defenderam o debate cuidadoso e a observância aos alertas do Instituto Nacional do Câncer, Fundação Oswaldo Cruz, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ibama, Anvisa, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e agora a ONU, entre outros. Os agrotóxicos contaminam os alimentos, o solo, a água de rios e aquíferos e, comprovadamente, são causadores de diversos tipos de câncer, malformações congênitas, doenças neurológicas, distúrbios reprodutivos e está associado à depressão, autismo de mal de Parkinson, entre outros.

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Ser humano na pesquisa científica | Experiência de uma bolsista de iniciação científica no Palin

Ser humano na pesquisa científica | Experiência de uma bolsista de iniciação científica no Palin

Nutricionista compartilha suas aprendizagens no caminho de formação como pesquisadora durante evento de iniciação científica realizado na Fiocruz Brasília

A 8ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) da Fiocruz Brasília realizada no dia 11 de junho contou na sua programação com a participação da trabalhadora voluntária, Lorrany Rodrigues, do Projeto Biografia Alimentar de Mulheres Obesas do Programa de Alimentação e Cultura (PALIN) da Fiocruz Brasília. A recém-formada em nutrição pela UniCEUB, chegou na Fiocruz em 2017 por meio da sua professora de Nutrição em Saúde Pública e agora, além de trabalhar em uma das linhas de pesquisa do OBHA, foi aprovada como aluna do Curso de Especialização em Saúde Coletiva da Escola Federal de Governo da Fiocruz Brasília.

A nutricionista Lorrany foi uma das convidadas a participar da atividade de abertura da RAIC com a Roda de Conversa: “Relatos de Experiência Sobre Iniciação Científica nos Programas da Fiocruz Brasília”. Ao contar sua experiência com entusiasmo, ela diz que apesar do curso de nutrição ter lhe oferecido uma boa formação, amizade com excelentes professores e possibilidade de aproximação com a pesquisa, só participando da pesquisa como uma das entrevistadoras de mulheres obesas que conseguiu compreender e sentir na pele a responsabilidade de ser uma pesquisadora. “Percebi que estou fazendo pesquisa para pessoas, vi o humano, vi a pessoa e não só o projeto e o artigo que tenho que escrever”. Lorrany, com semblante feliz, fez questão de pontuar que quando chegou no Palin achava que sabia da responsabilidade e compromisso que deveria ter ao realizar pesquisas com humanos, mas no fundo só descobriu fazendo e escutando o relato de vida de várias mulheres obesas.

A RAIC que Lorrany participou, acontece há oito anos e tem como objetivo evidenciar o papel da pesquisa e iniciação científica na formação acadêmica e social e avalia o desenvolvimento dos projetos de bolsistas de iniciação científica vigentes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) entre a Fiocruz e o Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq). A coordenação da RAIC é das pesquisadoras da Fiocruz Brasília, Érica Tatiana da Silva e Flávia Elias, responsável pela Coordenação de Programas e Projetos da Fiocruz Brasília.

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