Barreiras para promoção da alimentação saudável em centros de saúde do DF

Barreiras para promoção da alimentação saudável em centros de saúde do DF

“Os hábitos alimentares culturais e a pobreza como barreiras à promoção da alimentação saudável em centros de saúde de atenção básica no Distrito Federal/Brasil” é a mais recente produção das autoras Denise Oliveira e Silva, Erica Ell, Daniela Frozi e Caio Capella. O artigo, entre teses e dissertações, é um dos produtos oriundos da pesquisa, realizada entre os anos de 2008 a 2015, “Conhecimentos, Atitudes e Práticas de Profissionais de Saúde da Atenção Básica para Promoção de Alimentação saudável no DF”.

O estudo analisou os resultados quantitativos e qualitativos da pesquisa guarda-chuva sobre as barreiras e obstáculos referidas por profissionais de saúde sobre a promoção a alimentação saudável no Distrito Federal. Esta publicação está alinhada ao tema da sessão Hábitos Alimentares em Foco por contribuir na discussão de destacar a importância de estimular o investimento na formação e na práxis transdisciplinar dos profissionais de saúde práticas e relações simbólicas-culturais sobre a promoção da alimentação saudável.

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Fonte da Foto: Arquitetura e Urbanismo para todos

 

Contribuições acadêmicas de diferentes campos de conhecimento sobre hábitos alimentares, desde análises e/ou resultados de pesquisas e/ou reflexões epistemológicas-conceituais, de métodos e metodologias.

Vamos conversar sobre hábitos alimentares?

Vamos conversar sobre hábitos alimentares?

“(…) se o destino dos povos depende de como eles se alimentam (Brillat-Savarin, Physiologie du Gout), é tempo de se agitar no Brasil uma campanha pela arte de bem comer, seria ao mesmo tempo uma campanha pela nacionalização do paladar. Nosso paladar vai-se tristemente desnacionalizando. Das nossas mesas vão desaparecendo os pratos mais característicos: as bacalhoadas de coco, as feijoadas, os pirões, os mocotós as buchadas. Haveria talvez maior virtude em comer patrioticamente mal, mais comidas da terra, que em regalar-se das alheias. É mais ou menos o que fez o inglês. Entre nós sucede as comidas da terra que não exigem sacrifício. O nosso caso reduz antes e a este absurdo: estamos a comer impatrioticamente e mal o que os franceses comem patrioticamente. Há perigo num paladar desnacionalizado. O paladar é talvez o último reduto do espírito nacional: quando ele se desnacionaliza está desnacionalizando tudo o mais”

(Tempo de Aprendiz, Gilberto Freyre, Tempo de Aprendiz, 1979)

O ser humano é o único ser vivo do Planeta Terra que processa seus alimentos. Este procedimento contribuiu para a evolução dos usos, práticas hábitos do comer. O arcabouço de desenvolvimento de hábitos alimentares é a cultura. Este processo se produz a luz do tempo e do espaço em geral por tentativas de erros e acertos por meio da culinária.

O dialogo sobre hábitos alimentares que nos coloca diante da complexidade alimentar humana foi o estimulo de criar neste site uma seção permanente denominada de “Hábitos Alimentares em Foco”.  Sabemos que temos diante de nós o desafio de conjugar diversas dimensões de costumes, modos, comportamentos e escolhas alimentares. Nosso objetivo é estimular o diálogo sobre os vários significados de hábitos alimentares construídos por meio de contribuições acadêmicas de vários campos de conhecimento sobre epistemológicas-conceituais, de métodos e metodológicas. Como também oferecer resultados de pesquisas de várias naturezas e concepções.  Esperamos também construir análises de dados de pesquisas de orçamentos/despesas familiares bem como outras fontes de dados pertinentes ao tema.

Tentaremos dialogar de forma instigante com a historia, o folclore e as diversas ideologias alimentares pela valorização dos patrimônios alimentares sob várias inspirações em busca de afirmar e honrar a culinária brasileira oriunda de tantas contribuições de povos e etnias.

Esperamos contar com toda a contribuição possível para de fato colocarmos os hábitos alimentares em foco no Brasil!