LINHAS DE PESQUISA
ANÁLISE DOS HORÁRIOS DE INGESTÃO DE ALIMENTOS NO BRASIL SEGUNDO A PESQUISA DE ORÇAMENTO FAMILIAR 2008-2009

Trata-se da análise de dados relacionados ao perfil do horário de ingestão de alimentos no Brasil com base aos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar realizada entre 2008 e 2009 pelo IBGE, por meio de amostra representativa de 55.970 domicílios de cinco grandes regiões geográficas brasileiras em situação urbana e rural.

Para este estudo  serão considerados os dados do Bloco de Consumo Alimentar Pessoal preenchido por indivíduos com 10 ou mais anos de idade de ambos os sexos. Serão excluídas as mulheres gestantes e os moradores que preencheram apenas um dos dois registros alimentares. Buscar-se-á  realizar a expansão do banco de dados para representar a população brasileira. Para posteriormente serem tipificados e  calculadas as proporções do horário de ingestão de alimentos. São previstos como variáveis de análise: a origem do alimentos; local de residencia; situação de domicílio; faixa etária; estado nutricional; escolaridade; renda, sexo e cor da pele/raça.

BIOGRAFIAS ALIMENTARES DE MULHERES OBESAS DE BAIXA RENDA NO BRASIL
Trata-se de um projeto sobre biografias de mulheres de baixa renda relacionado à compreensão do fenômeno da obesidade como expressão histórico-econômica e social, circunscrita na biografia de indivíduos que vivem esta experiência. Trata-se da realização de estudo qualitativo pela utilização de abordagem da História de Vida e análise hermenêutica e fenomenológica. Será realizado com a participação de cerca de 200 mulheres obesas (acima de 30,0 do Índice de Massa Corporal) entre 20 a 55 anos, identificadas pelos bancos de dados de acesso público do Programa Bolsa Família, diagnosticadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). Por meio de entrevistas em profundidade realizadas por telefone sobre a história biográfica biológica, social, simbólica e cultural da experiência da obesidade e do corpo obeso.
MIGRAÇÃO E COMENSALIDADE: A INFLUÊNCIA DAS FEIRAS POPULARES NA FORMAÇÃO E TRANSMISSÃO DE HÁBITOS ALIMENTARES NO CAPITAL DO BRASIL-BRASÍLIA
No Distrito Federal são identificadas “75 Feiras Permanente Populares” como expressão de sustentação comercial para as práticas gastronômicas populares mais plurais e de representação valorativa como foco de resistência cultural. Esta pesquisa utiliza a abordagem etnográfica e envolve um conjunto de concepções e procedimentos metodológicos para fins de conhecimento científico e popular da realidade social dos patrimônios materiais e imateriais vendidos nestas feiras, como produtos, receitas e modos de fazer a culinária e de comensalidade de feirantes e clientes. A coleta de dados será efetuada no cotidiano das feiras e espera-se com seu resultados compreender o processo de formação e transmissão de hábitos alimentares no DF.
PATRIMÔNIOS ALIMENTARES DO CERRADO: USOS E SABERES SOBRE PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS (PANC) NO TERRITÓRIO QUILOMBOLA KALUNGA, BRASIL.

Os usos e saberes de alimentos tradicionais são expressões culturais por meio de acúmulos geracionais. Essas expressões se caracterizam como patrimônios culturais imateriais e podem contribuir ebtre muitos aspectos, para promover a geração de renda e desenvolvimento territorial se associados de maneira estratégica. As comunidades tradicionais são populações que guardam saberes ancestrais e reconhecidamente podem ter diversidades de modos de produção, cultivo e uso de plantas como as PANC que precisam ser identificadas e valorizadas como patrimônios alimentares. Assim, o estudo proposto estabelece como perguntas iniciais: As comunidades Kalungas utilizam PANC? O uso destas plantas representa-se como expressão de saberes e práticas ancestrais, valorização da biodiversidade do bioma do Cerrado e de desenvolvimento sustentável dos territórios em que estão inseridas?

Nesse sentido, esta linha objetiva descrever os saberes e práticas de usos de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) na comunidade Kalunga, estado de Goiás, Brasil a fim de apresentar a importância das PANC como possíveis alterativas alimentares de sustentabilidade socioambientais e de valorização da biodiversidade como patrimônios alimentares locais.

PATRIMÔNIOS MATERIAIS E IMATERIAIS DE PROMOÇÃO A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ADEQUADA DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS NO BRASIL.
A importância da população negra na formação da culinária brasileira é atestada por inúmeros historiadores, folcloristas e antropólogos como expressão identitária de vários grupos étnicos e povos que habitam o Brasil. Trata-se da realização de um subprojeto de pesquisa no âmbito do “PROJETO SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA DO GRUPO MATERNO-INFANTIL EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE DIFERENTES MACRO REGIÕES BRASILEIRAS: ESTUDO MULTICÊNTRICO” realizado em parceria com a Universidade de Brasília e outras universidades brasileiras. O objeto deste subprojeto parte do pressuposto que a população afro descendente tem diversos saberes, formas de expressão culinárias e itinerários terapêuticos com base no uso de alimentos e alimentação que podem contribuir para a promoção a alimentação saudável e cuidado dietético da população brasileira. Buscar-se-á realizar inventário de fontes primárias e secundárias de bens culturais materiais e imateriais por meio de entrevistas em profundidade em  comunidades quilombolas prioritariamente localizadas no Estado de Goiás.
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